HVAC hospitalar: muito além do conforto
Em hospitais, o HVAC não serve para conforto — serve para segurança do paciente. Um sistema de climatização mal projetado ou mal mantido pode ser a via de contaminação que causa infecções hospitalares.
A RDC 50 da ANVISA estabelece requisitos específicos para cada ambiente hospitalar, desde salas de espera até centros cirúrgicos e UTIs.
Requisitos por ambiente
Cada área do hospital tem requisitos distintos:
Centro cirúrgico: Classe ISO 7 ou melhor, mínimo 25 trocas/hora, pressão positiva de +15Pa, filtros HEPA terminais.
UTI: 6 a 12 trocas/hora, temperatura 22-24°C, umidade 40-60%, pressão controlada.
Isolamento infectocontagioso: Pressão negativa em relação ao corredor, exaustão com filtro HEPA, antecâmara com pressão intermediária.
Farmácia hospitalar: Conforme classificação do tipo de manipulação — salas limpas para estéreis, ventilação controlada para não-estéreis.
Prevenção de infecções
Estudos comprovam que o projeto correto de HVAC reduz infecções hospitalares em até 60%:
Filtração adequada remove fungos e bactérias do ar. Pressurização correta impede migração de contaminantes entre ambientes. Taxas de ventilação suficientes diluem a concentração de patógenos. Manutenção preventiva evita que o próprio sistema se torne fonte de contaminação.